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Resolvi reativar meu blog com um post que eu considero de grande importância. Vou fazer um resumo da minha viagem para o Egito e Grécia, contando um pouco das experiências vividas, dando dicas para quem um dia quiser ir para lá e aproveitando também para contar um pouco das minhas aventuras para os amigos que estão longe. Para quem ainda não sabe, no dia 24 de fevereiro de 2008 embarcamos eu, minha irmã e meus pais na viagem que há muito era planejada e esperada, principalmente para minha irmã Carolina, que sempre foi fascinada pela história do Egito Antigo. Espero que vocês tenham paciência de ler! Aí vai! (fotos da Grécia em breve)
1° dia (24/02) – Porto Alegre/São Paulo/Milão
Bom, não é de se esperar que eu tenha muito a falar sobre esse dia, afinal, nada tem de interessante o fato de ficar horas esperando num aeroporto, comendo comida ruim a preços absurdos e ficar horas sentado dentro de um avião, sem dormir direito, sem caminhar e uma porção de outras coisas desagradáveis. Mas ok, vou parar de reclamar porque se não fosse pelos aviões e aeroportos, eu certamente levaria os 17 dias da viagem só para chegar no Egito.
Acho que a única coisa que vale ser mencionada aqui é a nossa curta estada em Milão (Itália). Os italianos e italianas são certamente as pessoas mais bonitas e bem arrumadas, de uma forma geral. Eles realmente tiveram a capacidade de me fazer sentir uma mendiga, sem nenhum senso de moda. Vale dizer que a curta estada foi marcada pela frase, exaustivamente repetida, por mim e minha irmã, em homenagem a nosso querido Nando Vanucci “êêê, Itália!”. Realmente preciso voltar lá, as cidades devem ser muito lindas.
2° dia (25/02) – Cairo
- chegada ao Cairo
- alojamento no hotel Zoser
- visita à loja de fábrica de algodão egípcio
- mercado egípcio (Khan El Kalili) e Mesquita de Yosef
- jantar e retorno ao hotel

Chegamos, finalmente! Depois de horas espremidos num avião, com um comissário IGUAL ao Dave Grohl no clipe de “Learn to fly”, finalmente chegamos ao Cairo. Nosso guia nos recebeu e nos dirigimos ao hotel. Destaque para o nome do nosso guia: Osama. NIIICE! Depois de quase uma hora, chegamos no hotel. Aqui preciso abrir um parêntese para comentar a primeira impressão sobre a cidade do Cairo: um CAOS. A cidade é muito suja, os prédios não têm reboco e o trânsito é a coisa MAIS CAÓTICA que já presenciei na minha vida. Não há semáforos, não há faixas, ninguém precisa de habilitação para dirigir, ninguém respeita ninguém, ninguém pára na faixa de segurança, tem carros do ano já destruídos e carros da década de 50 que ainda andam na rua, todos destruídos. Segundo nosso guia informou, morrem MUITAS pessoas (aproximadamente 500) por dia em acidentes de trânsito e eles acham tudo muito normal.
Depois de largar as malas no hotel, fomos à uma loja de fábrica de roupas de algodão egípcio, que é muito famoso no mundo inteiro. Após, fomos à um mercado chamado Khan El Kalili, onde a gente tem a sensação de que está numa daquelas ruas do desenho “Aladdin”. Muitas lojas, uma do lado da outra, todas com coisas típicas para vender: narguilés, jóias, temperos, roupas, esculturas em pedras, etc. Tudo MUITO barato, e com a vantagem de estar com o guia que nos levava nos lugares mais baratos e nos ajudava a barganhar preços justos. Perto do mercado, havia a Mesquita de Yosef, onde está atualmente a cabeça de Yosef. Para entrar na Mesquita, fomos obrigadas a colocar um lenço na cabeça, e existem 2 entradas e dois “setores”: um para mulheres, outro para homens.
Depois do passeio, voltamos para o hotel pois no dia seguinte, às 3h sairíamos para o aeroporto novamente, com destino a Luxor.
3° dia (26/02) – Cairo/Luxor
- aeroporto Cairo/Luxor
- chegada ao barco Movenpick – Radamis II
- visita ao Colosso de Memnon
- visita ao Vale do Reis
- visita à fábrica de alabastro
- visita ao Templo de Hatshepsut
- visita ao Vale das Rainhas
- visita ao Templo de Luxor
Depois de uma hora de viagem de avião, chegamos à Luxor, às margens do rio Nilo. A cidade é bonita, menos caótica e suja que o Cairo, com uma linda paisagem e diversas atrações. Após deixarmos nossas bagagens no barco, iniciamos o city tour e a visita às maiores atrações. O Colosso de Memnon são duas estátuas que foram achadas recentemente. Atrás dessas estátuas (que acreditam ser a entrada de um templo) estão ocorrendo as escavações do possível templo. Depois do Colosso, fomos ao Vale dos Reis, onde se encontram as tumbas de diversos faraós, inclusive do famoso Tut Ankh Amon. Visitamos as tumbas de Ramsés IV, Ramsés IX, Tuthmosis III e Tut Ankh Amon (que é cobrada à parte, mas vale muito a pena pela oportunidade de ver 1 dos sarcófagos de ouro e a múmia do faraó). Após, visitamos uma fábrica e loja de alabastro, que é um tipo de pedra muito comum no Egito, trabalhada à mão e muito utilizada em objetos de decoração. Saindo da fábrica, fomos ao Templo de Hatshepsut, que foi uma rainha muito importante no Egito Antigo e que teve quase todas suas obras destruídas por Ramsés III, que não concordava com o fato de uma mulher ter governado o Egito. Após a visita ao Templo, fomos ao Vale das Rainhas, que é bem parecido com o vale dos Reis, porém com menos tumbas, menos imponente e menos interessante do que o Vale dos Reis. Retornamos ao barco para descansar e à tarde fomos ao Templo de Luxor, um dos mais bonitos que visitamos.
4° dia (27/02) – Luxor/Edfu
- passeio de balão
- visita ao Templo de Karnak
- navegação Luxor/Edfu
- compras de fantasias/ barcos
- jantar típico com festa a fantasia

Acordamos muito cedo e pegamos um barquinho que nos levaria ao local onde andaríamos de balão. Foi LINDO. Certamente uma das coisas mais legais da viagem. Eu sempre sonhei em andar de balão, mas nunca imaginei que o faria tão cedo, e nem mesmo sabia que havia passeios de balão no Egito. O passeio durou quase 1h e a vista lá de cima é inacreditável. O trajeto do balão depende da direção do vento, o que impossibilitou que cruzássemos o Nilo, mas não estragou em nada a diversão. Aqui aproveito para comentar sobre o clima no Egito: é MUITO bizarro. Pela manhã é muito frio, tipo uns 5°C, e vai esquentando durante toda a manhã. Pelo meio dia é o auge da temperatura, chega a fazer uns 30°C, e essa temperatura fica até umas 17h, quando o sol vai se pondo e vai esfriando. Pela noite, já está fazendo uns 5°C de novo. Obviamente eu, pessoa sensível que sou, peguei uma mega gripe, mas que não foi suficiente para me derrubar ou deixar de aproveitar alguma coisa. Voltando do passeio de balão fomos ao Templo de Karnak, um dos maiores e mais importantes do Egito, e com certeza um dos mais bonitos. O que é muito encantador no Egito é fato de tu poder entrar, tocar, realmente viver aquilo ali, e ficar imaginando como tudo aquilo existe a 4, 5 mil anos, ou até mais. Depois da visita ao templo voltamos ao barco e demos início à navegação até Luxor. Chegando ao barco fomos para o deck superior, onde tinha piscina, bar, etc. Quando estávamos na metade do caminho, avistamos uns barquinhos, daqueles bem pequenos, com remos, que iam se aproximando e começaram a “bater” no barco. Quando vimos, eles começaram a se grudar com cordas no barco e a jogar coisas lá para dentro. Daí me liguei que era uma coisa que a Lisi tinha me comentado: os vendedores de roupas! São váaaarios barquinhos, onde os caras vão carregados de roupas típicas egípcias para vender às pessoas que estão no barco, no dia do jantar e da festa à fantasia, onde todos são “obrigados” a irem fantasiados. O esquema é muito bizarro: os caras jogam as coisas e tu avisa para eles o que tu vai querer, pede outros tamanhos, cores, fica negociando, etc. Tudo de forma caótica e engraçada. Obviamente no meio dessa confusão acontece de pessoas pegarem as roupas alheias, etc, mas vale pela bizarrice. Á noite tem um jantar típico (melhor comida de toda a viagem, disparado) e depois uma festa com apresentações de dança e aquelas brincadeiras sem graça para “integrar” as pessoas.
5° dia (28/02) – Edfu/Kom Ombo/Aswan
- chegada a Edfu
- visita ao Templo de Edfu (Hórus)
- navegação Edfu/Kom Ombo
- chegada em Kom Ombo
- visita ao Templo de Kom Ombo (Hórus e Sobek)
- navegação Kom Ombo/Aswan
- chegada a Aswan
- jantar com apresentações
- visita ao mercado de Aswan
Chegamos em Edfu pela manhã e fomos de carrige (uma espécie de charrete) até o templo de Edfu. A cidade de Edfu é bem pequena, porém igualmente caótica. O templo de Edfu, que é dedicado ao deus Hórus, é o mais conservado do Egito, e ainda mantém quase todas as salas com paredes e tetos completos. Após a visita ao templo, voltamos ao barco e navegamos até Kom Ombo, onde visitamos o Templo de Kom Ombo, que é dedicado aos deuses Hórus e Sobek. Voltando ao barco, navegamos até Aswan, onde chegamos pela noite, após o jantar e as apresentações de dança e fomos até o mercado da cidade. O mercado de Aswan é muito legal, bem parecido com o do Cairo, mas acho que é um pouco maior. As coisas são igualmente baratas (ou até um pouco mais do que no Cairo) e tem o mesmo tipo de mercadoria.
6° dia (29/02) – Aswan
- visita ao Obelisco Inacabado
- visita à Represa Velha e Nova
- visita ao Templo de Philae
- passeio de Faluca
- visita ao mercado de Aswan
O dia começou com uma visita a uma pedreira de granito, onde se encontra o Obelisco Inacabado, que é um obelisco que os egípcios da antiguidade começaram a cortar, porém ele se quebrou e permanece inutilizado lá, até hoje. A maneira como eles faziam esses obeliscos é inacreditável, acho que até hoje em dia, com toda a tecnologia, deve ser algo muito trabalhoso e difícil de acreditar. Depois, fomos conhecer as represas (velha e nova), que foram construídas para possibilitar que os egípcios tivessem água o ano inteiro e evitasse que as cheias do Nilo destruíssem as coisas às suas margens. Com a construção das represas, foi necessário remover diversos Templos que estavam situados naquela área, que foram transferidos para outros lugares, como o Templo de Philae, que fomos visitar depois, que fica numa ilha onde só se chega de barco. Saindo do Templo, pegamos uma Faluca (espécie de barco a vela) que nos levou de volta ao nosso barco. À noite, fomos novamente no mercado de Aswan fazer mais compras.
7° dia (01/03) – Aswan/Cairo
- visita ao povoado Núbio
- almoço no cais do porto
- aeroporto Aswan/Cairo
- passeio pelo Cairo



Esse foi o nosso último dia no cruzeiro, que terminou em Aswan. Pela manhã fomos ao povoado Núbio, um pequeno povoado que fica na outra margem do Nilo, onde famílias inteiras (de 15 a 30 pessoas) moram na mesma casa e sobrevivem com uma economia de subsistência. Chegando nesse povoado fomos de camelo até a casa da família que iria nos receber. SIIIIIM, DE CAMELO! Certamente um dos momentos mais esperados e mais legais da viagem! Na casa da família Dara, fomos recebidos com bebidas e comidas que eles mesmos preparam (queijo, uma espécie de “melaço” de cana de açúcar e pão árabe). Enquanto estávamos comendo, o “patriarca” da família nos trouxe umas “surpresinhas”: três filhotes de jacaré! Como era inverno no Egito, era seguro pegar eles, pois eles não comem durante este período. Ficamos horas conversando, conhecemos a casa, compramos artigos de artesanato feito por eles, fizemos tatuagens de henna e fomos embora, de volta ao barco. Pela tarde fomos ao aeroporto, onde pegamos o vôo de volta ao Cairo. Chegando no Cairo ficamos andando pela rua, fazendo compras e conhecendo a cidade.
8° dia (02/03) – Cairo
- visita à Giza (pirâmides e Esfinge)
- visita à loja/fábrica de papiro
- visita ao Museu do Cairo
- passeio pelo centro do Cairo





Esse era o dia mais esperado da viagem ao Egito...conhecer as famosas pirâmides de Keops, Kefren e Mikerinos, além da Esfinge de Gisé. As pirâmides são realmente incríveis! Conseguimos entrar na pirâmide de Kefren, e foi uma experiência surreal. Começando pelo fato de que tu tem que entrar praticamente de quatro, num micro corredor onde tem uma fila constante de pessoas entrando e saindo da pirâmide. Chegando lá dentro, a sensação é muito bizarra: é muito quente, abafado, tem pouco ar e parece que o pouco de ar que tem, está misturado com água. Com certeza MUITAS pessoas passam mal lá dentro, basta ter uma tendência a ser claustrofóbico ou mesmo um preparo físico um pouco menor do que o meu (que já é patético por si só). Mas valeu muito a pena, visto que depois de toda a experiência bizarra tu chega na câmara onde está a tumba de Kefren. Depois de entrarmos na pirâmide, fomos até um mirante, um dos poucos locais onde se consegue enxergar as 3 pirâmides juntas. Aproveitamos a parada para tirar umas fotos e dar mais um passeiozinho de camelo. Saindo do mirante, fomos até a entrada para o sítio das pirâmides, onde se encontra a Esfinge. Após, fomos a uma loja onde são fabricados e vendidos papiros, e onde eles mostram o processo que é utilizado e tal. Depois, fomos ao Museu do Cairo, onde estão a maior dos objetos de valor da história do Egito. O museu é fabuloso, e tem uma sala inteira com as jóias de Tut Ankh Amon, que são simplesmente inacreditáveis (infelizmente não dá para tirar fotos dentro do museu). Terminada a parte “cultural” do dia, ficamos pelo centro do Cairo, caminhando e conhecendo um pouco mais da cidade no nosso último dia no Egito.
9° dia (03/03) – Cairo/Atenas
- chegada ao Hotel Titania
- passeio por Plaka
Dia triste... dia de deixar o Egito (valeu, arabian people!). Porém, dia de ir para a Grécia, expectativas altas. Chegando no aeroporto, ficou bem claro que tínhamos saído da África e chegado na Europa. O contraste é MUITO grande. Na Grécia, todos táxis são lindos e bem cuidados, a maioria é Mercedes Benz ou outra marca equivalente, com ar condicionado, limpinhos e com motoristas becados. Fomos recebidos por uma guia brasileira muito simpática, que já saiu disparando várias informações sobre a capital Grega. Depois de uns 40 minutos andando por uma linda paisagem e rodovias bonitas, chegamos no nosso hotel. O nosso hotel tinha uma ótima localização, ficava entre as 2 praças mais importantes da cidade, onde se pega metrô para praticamente qualquer lugar de Atenas. Além disso, ficava muito perto do Plaka, que é um bairro muito famoso em Atenas, onde tem vários restaurantes, bares e lojas, num calçadão estilo “Rua da Praia” de Porto Alegre, porém bem mais limpo e seguro. Caminhamos bastante, nos situamos um pouco e fizemos algumas compras nas lojinhas de souvenirs. Vale comentar que as ruas na Grécia são um CAOS no sentido de localização. Nenhuma delas é paralela à outra, algumas mudam de nome a cada 5 quadras, a maioria tem 2 mãos mas espaço para passar apenas 1 carro e assim por diante. É exatamente o OPOSTO de NY, por exemplo, que é um paraíso para pessoas perdidas, como eu. Bom, o dia não teve muito mais novidades, além do fato de que ficamos sabendo que no próximo fim-de-semana os gregos estariam comemorando o Carnaval, pois o calendário deles é baseado na Igreja Ortodoxa, portanto, é um pouco diferente do nosso. Quem me conhece e sabe que eu não gosto de carnaval, deve ter pensado: “Puuutz, que azar!”, mas realmente tenho boas notícias, hehe.
10° dia (04/03) – Atenas
- City Tour:
- Estádio Panatenáico/1° Olimpíada em Atenas
- Arco de Adriano/Templo do Zeus Olímpico
- Acrópole/Partenon
- almoço e passeio por Plaka
- passeio de teleférico









O dia começou com um dos famosos “city tour”. Concordo que não seja a melhor forma de conhecer uma cidade, afinal, ficar horas dentro de um ônibus com um guia falando o tempo todo pode ser meio cansativo, mas devo admitir que é uma boa maneira de se situar na cidade, saber o quê fica onde, o que é legal de ver, onde se pode voltar para curtir com mais tempo, etc. O nosso não foi diferente. A primeira parada foi no Estádio Panatenáico, onde foram realizadas as primeiras Olimpíadas em Atenas. As primeiras Olimpíadas da história da Grécia eram realizadas em Olímpia, onde fomos mais tarde. Porém, apenas após a construção do Estádio Panatenáico que as Olimpíadas começaram a ser realizadas em Atenas. Depois, fomos até o Templo do Zeus Olímpico, que era um templo dedicada a Zeus (não brinca!) e o Arco de Adriano, na entrada do Templo, construído em homenagem ao Imperador Adriano, que apoiou a finalização da construção do mesmo. A próxima atração seria a mais esperada, cartão-postal de Atenas: a Acrópole. Acrópole significa “o ponto mais alto da cidade”, e por isso pode ser vista de quase toda cidade de Atenas. Na Acrópole encontra-se, junto com outros templos, o famoso Partenon. Vale deixar registrado aqui que depois de ir para o Egito, nenhum “templo” ou coisa parecida tem mais graça. Começando pelo fato de que os templos egípcios são, na maioria, MUITO mais antigos que os templos gregos, estão MUITO melhor conservados, nenhum deles tem andaimes e coisas do tipo “poluindo” o visual, pois as restaurações são feitas com muito cuidado e muita preocupação em manter o visual original, ou o mais perto possível disso e todos eles permitem que tu entre, toque (tá, a idéia é que as pessoas evitem tocar) e realmente viva a sensação de estar naquele lugar. Na Grécia, tudo é isolado, restaurado e bem menos “interativo”, digamos. Claro que muito disso se deve às questões naturais como erosão (a Grécia também sofreu muitos terremotos) e históricas (muitos objetos de valor – a maioria – estão em museus de outros países, por conta da época em que a Grécia era dominada), mas isso só faz com que o Egito ganhe pontos nesse sentido. Depois do city tour, almoçamos e passeamos por Plaka, que com certeza foi o lugar preferido em Atenas. Pela noite, fomos até um morro (oooops, não lembro o nome) onde pegamos um teleférico que nos leva até o topo do tal morro, onde há restaurantes e um belo mirante.
11° dia – Atenas/Olímpia
- saída do hotel de ônibus: Atenas/Olímpia
- parada no canal entre o Mar Egeu e o Mar Jônico
- visita ao Teatro de Epidauro
- visita à Acrópole de Micenas
- visita ao Tesouro de Atreus (antes chamada de Tumba de Agamenon)
- almoço em Micenas
- visita à loja de presentes (réplica de obras gregas)
- alojamento no Hotel Antônio’s, em Olímpia
Início do circuito de ônibus (Olímpia/Delfos/Meteora). Saímos do hotel em direção à Olímpia, cidade onde nasceram as Olimpíadas. No caminho, paramos no canal que une o Mar Jônico ao Mar Egeu, considerada uma das maiores obras da atualidade. Algumas horas depois, paramos no Teatro de Epidauro, um Teatro que foi construído séculos atrás para a realização de apresentações teatrais, musicais, etc, para as pessoas que tinham problemas psicológicos, a fim de melhorar a saúde das mesmas. Atualmente o Teatro ainda é utilizado e preserva uma acústica perfeita. Todo ano é realizado um festival neste Teatro, onde se apresentam grandes artistas musicais do mundo. Após a parada no Teatro, fomos até a cidade de Micenas, onde se encontra a Acrópole de Micenas e o Tesouro de Atreus, que até alguns anos atrás era chamado de “A Tumba de Agamenon”. Mais tarde, descobriram que não era a Tumba de Agamenon, e sim, de outros imperadores. A tumba de Agamenon não foi encontrada até hoje. Saindo dos monumentos, almoçamos em Micenas e visitamos uma loja de presentes que vende réplicas de obras gregas. Pela noite, chegamos ao Hotel Antônio’s, em Olímpia, onde faríamos as visitas no dia seguinte.
12° dia – Olímpia/Delfos
- saída do hotel de ônibus: Olímpia/Delfos (Monte Parnasso)
- visita ao Santuário de Olímpia:
- Templo de Zeus
- Estádio das 1° Olimpíadas
- Museu do Santuário de Olímpia
- almoço no caminho de Delfos
- chegada, alojamento no Hotel Apolônia e passeio em Delfos
Pela manhã, visitamos o Santuário de Olímpia, onde estão localizados o Templo de Zeus, o estádio onde foram realizadas as primeiras Olimpíadas da história da Grécia e o museu que abriga grande parte dos objetos de valor histórico. No caminho para Delfos, paramos para almoçar e pela tarde finalmente chegamos à cidade, que fica localizada no Monte Parnasso. A paisagem de Delfos é inacreditável, realmente muito linda. No Monte Parnasso há uma estação de esqui, que no auge do inverno tem muito movimento e recebe muitos turistas de todo o mundo. Aproveitamos que chegamos cedo á cidade para dar uma caminhada e tirar algumas fotos.
13° dia – Delfos/Meteora (Kalambaka)
- saída do hotel de ônibus: Delfos/Meteora (Kalambaka)
- visita ao Oráculo de Apolo
- almoço no caminho de Kalambaka, na cidade que tem a estação de esqui
- chegada, alojamento no Hotel Divanis e passeio em Kalambaka
Pela manhã, visitamos o Oráculo de Apolo, que é o local onde existiam diversos templos dedicados ao Deus Apolo, e onde as pessoas iam consultar os Oráculos, que aconselhavam sobre o futuro. Depois, almoçamos e seguimos rumo a Kalambaka, cruzando a região de Tessália, onde estão os vales férteis da Grécia, com muitas plantações. Chegando na cidade, fomos para o hotel e passeamos pelo centro da cidade, onde já começavam as comemorações do carnaval.
14° dia – Meteora (Kalambaka)/Atenas
- saída do hotel de ônibus: Meteora (Kalambaka)/Atenas
- visita aos Monastérios de Meteora
- almoço no caminho de Atenas
- retorno ao Hotel Titania
- passeio por Plaka (carnaval de rua)
Pela manhã, visitamos os Monastérios de Meteora. A paisagem é sensacional, realmente única, e os Monastérios são construídos no topo dos montes, onde vivem os monges e monjas, em Monastérios separados. Entramos no Monastério de Vaarlam (monges) e de Santa Bárbara (monjas). No caminho, paramos para almoçar e rumamos para Atenas. Chegando em Atenas, largamos as bagagens no hotel e fomos novamente para Plaka, onde pela noite ocorreria a comemoração do carnaval. Aqui, abro um parêntese para explicar como é o carnaval na Grécia. As pessoas saem para a rua, todas fantasiadas (desde crianças até adultos). Alguns lugares (como Plaka) colocam DJ’s e decoram as ruas, preparando o clima para que as pessoas se encontrem e façam a festa ali mesmo, na rua. Quando começa a anoitecer, as pessoas começam a sair pra rua, fantasiadas e com uma espécie de “porretes” de plástico na mão. Eles usam estes “porretes” para bater nas pessoas, de brincadeira (obviamente se baterem forte, machuca). Pela primeira vez na vida, achei muito legal uma comemoração de carnaval. As pessoas se respeitam, os pais saem com seus filhos tranqüilamente nas ruas, os jovens acabam se encontrando e até fazem “guerrinha” com estes “porretes”, mas todo mundo respeita aqueles que não querem participar da brincadeira. Além disso, várias banquinhas na rua vendem serpentina, confete, spray de espuma, perucas e inclusive os tais “porretes”. Muito divertido!
15° dia – Egina/Poros/Hydra (Cruzeiro pelas Ilhas Gregas)
- saída do hotel para o Porto de Piraeus
- visita às ilhas de Egina, Poros e Hydra
- passeio por Plaka

Este era um dos dias mais esperados da viagem de Atenas, o dia em que faríamos o cruzeiro pelas famosas ilhas. Já na ida para o porto, encontramos nossos amigos brasileiros, que havíamos conhecido no dia anterior. Muito bom poder falar português e ser compreendido, além da companhia nos momentos alegres da viagem. A primeira parada foi na ilha de Egina, que é a maior das três em que paramos. Após visitarmos Egina, voltamos para o barco onde almoçamos com um casal (uma brasileira e um irlandês) muito legal, e assistimos ao show de música e dança típicas gregas. Depois, paramos nas ilhas de Poros e Hydra. A ilha de Hydra é a menor das três, e lá não há carros. No caminho de volta a Atenas, mais algumas “atrações” no barco. Shows de dança com participação dos passageiros. Muito engraçado e com a participação de nossos amigos cariocas (temos tudo em vídeo, hahaha). Voltando a Atenas, fomos novamente para Plaka, onde jantamos, comemoramos o carnaval e curtimos a nossa última noite na Grécia. Antes de voltarmos para o hotel, presenciamos a troca da guarda no Parlamento, que ocorre de hora em hora e é uma atração turística deveras bizarra.
16° dia – Atenas/Milan
- passeio de metrô por Atenas
- saída do hotel para o aeroporto
- aeroporto: Atenas/Milan/SP
Último dia! Infelizmente, era feriado, pois era a “quarta-feira de cinzas” deles (mas não era quarta, hehe) e por isso, a maioria do comércio não abria. Aproveitamos para dar uma volta no metrô e nos despedir da cidade. Fomos até um shopping “The Mall” (que obviamente estava fechado) e passamos pelas instalações (gigantescas) dos últimos jogos olímpicos.Voltamos ao hotel, fizemos check out e fomos para o aeroporto. Daí por diante, nada de interessante a contar. Chegamos em Milan, esperamos o avião e viajamos até SP.
17° dia – SP/POA
Chegando em SP, um pequeno stress básico, pois o vôo do meu pai era diferente do nosso e nós queríamos tentar voltar junto e num horário mais cedo, para não ter que ficar hoooras esperando. Depois de um corre-corre pelos balcões da TAM e da Alitalia, conseguimos um vôo em seguida, onde os 4 poderiam embarcar. Feitô! Destaque para o pessoal da Alitalia em SP, que foi mega prestativo e trocou os bilhetes sem cobrar nenhum adicional e nem incomodar muito. Depois de umas poucas horas de vôo, chegamos de volta à terrinha. Viagem encerrada, família feliz, muitas fotos e histórias. Fim do post, também!














































































